No fundo eu já meio que sentia que ia chegar nesse ponto novamente, não tão doloroso como da última vez, mas estamos quase no mesmo lugar. Sinto, na verdade nem senti muita coisa se for comparar, porém ainda assim é alguma coisa que estava dentro de mim, então no final acaba contando, que fui onde não era para eu ter ido, sabe, esqueci tudo que tinha passado antes e tentei ao máximo fazer tudo diferente. E olhando daqui, não consigo saber onde que nos perdemos, então eu fico voltando o caminho todo para ver se eu acho alguma coisa e sempre sem sucesso. 
Tento não comparar as duas situações, só que não tem como não saber o valor de uma coisa se você não compará-la com outra. O único problema é que minhas duas opções de jeito nenhum ficariam na mesma categoria. A única coisa que consigo descrever é sobre como foi chegar nesses dois finais, como eles podem ser iguais, apenas podem, como eles foram intensos de formas diferentes, duas formas igualmente ótimas e que sinto necessidade. Por mais que sejam tão diferentes, sabia que tem uma coisa que foi igual? O tempo. Ele foi o nosso inimigo o tempo todo, e comigo por mais tempo, já que ele está comigo há alguns bons anos. Da mesma forma que o tempo me trouxe você, ele te afastou, apesar que eu sinto que o culpado não foi apenas ele, talvez eu, talvez você, ou os dois ao mesmo tempo. 
Apesar disso, lembro com clareza do dia que eu estava te procurando e te encontrei do outro lado da estação sorrindo para mim, do primeiro dia que nos falamos e foi um dos mais engraçados, das vezes que cheirava meus cabelos sem parar e ficava me perguntando qual era o shampoo que eu usava, como eu gostava tanto de ver o seu cabelo jogado para trás com um pouco de gel e como eu me senti quando nossos pés se entrelaçaram em cima dos lençóis enquanto ríamos um para o outro. Só algumas coisas que ficam vagando em minha volta quando te visualizo dentro de mim. 
Esperando é uma coisa que já não estou mais fazendo, algo muito bom que aprendi e que faz uma diferença danada nesses casos. Não espero nada além do que tenho agora, e é tão pouco, sem peso algum, que parece que estou com as mãos cheias de confete, estão lotadas e parecem que estão vazias, e às vezes dá vontade de soprar e ver aquela chuva colorida em cima de mim e ver tudo no chão depois. Confesso que ainda espero te ver naqueles dias que sei que talvez podemos nos encontrar, apenas para nos olharmos, não dizermos nada, eu sentir seu perfume enquanto você passa e sorrir para mim mesma enquanto sigo em frente. 
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