Luzes piscando para todo lado, aquelas vermelhas, verdes e por aí vai, indo de um lado pro outro, e até mesmo no rosto. O som tão alto que não dava para escutar nada além da música, que não agradava muito, mas ainda dava para se divertir por conta da companhia. Por conter muitas luzes coloridas, é claro que o ambiente estava escuro, sem luzes para iluminar, apenas para "divertir", ou seja, era quase que impossível ver e conhecer a alma de alguém, toda camuflada por essa escuridão proposital. 
Ainda tenho flashes daquela noite. Uma noite inesquecível, pela diversão de estar com pessoas incríveis, mas também e mais precisamente, por ter um choque de si mesmo. Era mais fácil eu acreditar que uma pessoa não pode nunca machucar outra, do que imaginar que teria noção de algo dessa forma em um lugar desse. Em um lugar onde as luzes estão apagadas e o som está alto, as pessoas ficam perdidas na superficialidade de rostos bonitos, corpos atraentes, se esquecendo da real diversão que é possível se ter. 
Foi que então estava sentada, dando um tempo, porque como disse a música não ajudava, via minhas amigas com seus respectivos votos de para sempre, dançando, dando risada e eu consequentemente ria junto. É então que conheço uma pessoa muito legal por fora, tentando ser simpática ao máximo, para claro, conseguir o que seria o prêmio da noite. Mas, eu não estava nem um pouco afim desse posto, entretanto eu o agradeço por seu simpaticismo, porque muitas coisas não conseguimos descobrir sozinhos. Foi ali que percebi que ao mesmo tempo que poderiam falar que eu estava sozinha nesse mundo, uma completa solitária, eu estava me sentindo tão completa. 
Eu tinha todas as chances de estar sentindo o oposto, porque o lugar e o momento pediam isso. Não tinha ninguém para colocar o braço ao redor da minha cintura e me chamar de "Minha", porém eu estava feliz e completamente consciente de mim mesma como se tivesse. Só que ao invés de ser outra pessoa, era eu mesma, me abraçando e dizendo no meu próprio ouvido que eu era o suficiente em qualquer mundo possível. Que eu não precisava de um falso "querer", para ter um falso sentimento de bem estar. E não há nada melhor do que seguir a sua própria voz. 
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