Todo mundo disse que poderia ser um problema, e antes da última noite eu também pensava o mesmo. Como poderia dar certo? Alem da minha chegada ao mundo ter sido primeira, outros empecilhos estavam no caminho como a sua maturidade, se ela ia acompanhar a minha, se seus olhos conseguiriam aguentar a pressão dos meus que já estão pesados de memórias. Não sabia ao certo se era certo e pela primeira vez alguém me fez deixar de lado minhas próprias crenças e soltando a mão do meu eu interior eu segui com você. 
A verdade é que no momento que sua pele tocou a minha, seus dedos entrelaçando nos meus, foi algo de outro mundo e foi a partir dai que entendi a tal da eletricidade que passa pelo nosso corpo e que não parou um segundo de percorrer cada parte do meu conjunto de estrutura óssea e muscular. É nessas horas que não consigo pensar em mais nada, só querendo que seus olhos se mantenham juntos com os meus. E que não olhassem para outro lugar ou se abaixassem para o chão. 
No momento que a corrente elétrica estagna, volta o turbilhão de pensamentos novamente. Que sinceramente acabam comigo todo dia. Eles são todos por sua causa, e acabam me deixando paralisada, não consigo me mover ou melhor não consigo ter uma decisão que não seja dispensada e chutada pela lembrança de seu toque. 
Mas chega de deixar o seu veneno passar por minhas veias e controlar todos os meus movimentos. Não encontrei um antídoto, até porque não existe algo que combata os efeitos de sua toxina, porém vou começar por não deixá-la entrar mais na minhas veias e tomar cuidado com o que já está em mim. Talvez com veias mais limpas eu consiga pensar direito em todos os passos disponíveis para eu dar. 
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