Agora a vida na favela virou apenas uma lembrança do passado de Sonea, se tornando uma oficial aprendiz na Cerimônia de Aceitação. Rothen será seu tutor, a auxiliando em seus estudos e também sendo a única pessoa em que Sonea pode confiar dentre todos os magos, e ela esperava que os aprendizes fossem como seu ele. 
Além de Sonea ter que lutar contra o preconceito dela ser uma ex favelada e de classe baixa, ela não conseguia tirar aquela lembrança terrível que viu quando ainda fugia do Clã, e que agora compartilhava com mais dois magos, Rothen e Lorlen. Sendo apenas os três os únicos que sabiam porque o Lorde Supremo é tão forte. 
Em O Clã dos Magos, senti que Trudi apenas introduziu a história da protagonista, dos outros personagens e o mundo da magia que é o Clã, deixando o desenrolar para o segundo livro: A Aprendiz. Já nesse, a história não fica apenas centralizada em como Sonea vai adquirindo o aprendizado, mas também se foca muito bem em outros personagens, fazendo uma boa mesclagem das histórias. Acontece várias coisas ao mesmo tempo, compensando toda a ação que esperava ver no primeiro livro da trilogia. Vemos o crescimento de Sonea, que mesmo saindo da vida difícil das favelas, ainda vai passar por muito outros obstáculos no Clã, Dannyl em suas viagens como Embaixador, e a corrida contra informações sobre o passado do Lorde Supremo. 
A história é bem contada, e gostei muito de Trudi usar essa jogada de trocar de foco na história tantas vezes em apenas um capítulo, apesar de eu ter demorado um pouco para me acostumar. Isso deixa a história muito mais dinâmica, e não dá tempo de você se entediar com um personagem, porque rapidamente ela já muda o foco da história para outro. Em comparação com o primeiro, virei as páginas um pouco mais rápido e estou ansiosa para saber o que espera Sonea no próximo livro. 

A Aprendiz 
Trudi Canavan
Novo Conceito
544 páginas

Veja a resenha do primeiro livro da trilogia, O Clã dos Magos
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