Lugares distintos, quase 500 quilômetros de pura saudade, realidades tão diferentes, e apesar de compartilharmos um amor igual, todo o resto era o oposto. Ainda me lembro do dia que estávamos dormindo no mesmo quarto, camas próximas, mas ainda não me sentia perto o suficiente de você, então pulei para a cama de cima e dormimos debaixo do mesmo cobertor até o outro dia. 
Apesar de todo esse espaço, não podia se medir o tamanho de nossa intensidade. Não precisava do seu calor, para sentir sua presença ao meu lado, porque o nosso laço foi criado com à base disso, sempre fomos assim, a vida inteira, mas de vez em quando precisávamos sentir como era gostoso o nosso abraço e toda nossa ansiedade para o próximo encontro.
Começou tão tarde e acabou tão cedo. Não consigo descrever você como outra coisa a não ser intenso, você era minha intensidade, e são essas três letras nessa frase que estão me quebrando agora. Já passou pela minha cabeça que talvez essa intensidade tenha acabado com tudo, mas logo após também sinto que isso não seria possível, já que do mesmo jeito que um dia acaba para começar outro, um amor dá espaço para outro. 
Do mesmo jeito que acontece em filmes de romance quando o cara deixa a mocinha sozinha, dizendo que acabou, e mostra as mãos se soltando em câmera lenta, você deixou minha vida. Não existe nenhum método de medição de distância para calcular o quanto você está longe. Senti sua presença indo embora aos poucos, passo por passo, e a única coisa que pude fazer foi assistir e escutar o barulho desses passos ficando cada vez mais baixos. Não perguntei porquê, porque senti que nosso tempo tinha se esgotado, e essa é a único forma que consigo explicar isso, até porque já tínhamos vivido tudo o que tinha para se viver e compartilhar. Agora o caminho ainda segue, mas não entre duas pessoas juntas, e sim como duas pessoas separadas, como sempre fomos: em mundos diferentes, tempos diferentes.


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