5.2.15
Flashbacks
Flashbacks. Todo o tempo. Tem dias que é mais frequente, tem dias que não tenho. Mas essa é a definição certa para você, você é meu flashback, minha volta para o passado sem sair do lugar. Anos bons que vivia todo o tempo e agora só restou deles, flashbacks de sua voz, flashbacks do meu amor por você, curtas voltas no tempo. 
Nosso amor não poderia ter sido como algo que nunca sai de moda? Como uma calça que vestidos todos os dias, que combina com tudo, não importa a ocasião e mesmo ficando velha, sempre tem um espaço no seu guarda-roupa. Mas parece que o que nós fomos foi apenas aquelas coisas doidas que quando estão na moda é pura euforia no começo, sendo depois esquecidas e que ninguém quer ver por perto. 
Será que não poderíamos ter sido algum tipo de relíquia? Algo encontrado que possui tanto valor que merece ser manuseado com o máximo de atenção. Aquilo que nem todo mundo tem e quando observado por alguém, é impossível não arrancar um ar de admiração. E o melhor de tudo, quanto mais tempo passa, anos, mais valioso e precioso se torna. Pode se tornar frágil também, mas com os cuidados certos, ainda pode durar décadas, e mesmo assim não perderia seu valor. 
Mas sabe o que tudo isso foi? Talvez uma estação com hora para começar e acabar, você aproveita durante, mas logo vem outra no lugar. Ou então um objeto que um dia foi uma invenção maravilhosa, que teve seu valor no seu tempo, mas logo ficou ultrapassado e jogado de lado. Quem sabe algo perdido que um dia passou por nossas mãos, se perdeu, mas sabemos que se procurarmos, vamos achar em algum lugar. 
Porém não consigo. Não consigo classificar o que tudo isso foi, não faço ideia em qual categoria de tempo ou valor se encaixa. Não posso dizer se foi valioso algum dia, se ainda é, se acabou se desfazendo por conta do tempo ou se continua intacto apesar dos anos, se não importa quanto tempo passe nunca vamos sair de moda. 
Pensando melhor, quem sabe isso não passou de coisa alguma? Tudo que seja concreto por menos valioso que seja, tem seu valor e sua classificação. Se não consigo nem descrever isso, então é porque isso é nada. Um nada como o ar que não vemos mas sabemos que está ali, e que não vemos entrar, mas sabemos que continua entrando dentro de nós e mantendo o coração batendo. 
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