Hazel Grace, uma garota que é vítima de um câncer de tireoide com metástase nos pulmões, é aconselhada, na verdade quase que obrigada, pela mãe a frequentar um Grupo de Apoio uma vez por semana para não ficar deprimida em casa, sendo um dos efeitos colaterais do câncer. Mas apesar de tanta relutância, Hazel vai para o grupo. Lá, ela percebe que tem um garoto que não pára de olhá-la fixamente, ele é Augustus Waters, o cara que está em uma montanha-russa que só vai para cima. Depois de várias trocadas de olhares, definitivamente esse dia no Grupo de Apoio não foi deprimente. 
Desde o começo, Hazel tenta afastar Gus, porque não consegue acreditar que um garoto tão bonito poderia se apaixonar por uma garota que usa uma cânula no nariz para conseguir respirar e carrega para todo canto um cilindro de oxigênio com rodinhas. É claro que essas tentativas foram completamente ignoradas por Gus, e eles começam a viver esse pequeno infinito de um conjunto ilimitado de números. 
A Culpa é das Estrelas pode parecer, antes de qualquer conhecimento da história, apenas mais um livro romântico com vários obstáculos para aquele amor dos protagonistas não acontecer, um típico livro para adolescentes. Na verdade, no começo do livro isso é inevitável, porém ao passar das páginas, não é apenas ao amor dos dois que somos apresentados. A vida de uma pessoa com câncer terminal, com auto-estima baixa, sempre alertada pela mãe para ter uma vida, fazer amigos, isso é o que somos apresentados nesse livro. 
Apesar de o público que mais leu o livro e que ainda vai ler ser adolescentes, A Culpa é das Estrelas tem muito mais a oferecer do que apenas um amor, e não sei se todo esse público teen, na verdade não ó o teen, é capaz de entender tudo o que se passa nessas folhas dentro de uma capa azul.

A Culpa é das Estrelas
John Green
Editora Intrínseca
286 páginas
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