21.10.13
Um primeiro amor
Lá fora está uma ventania sem parar, parece que vai chover, já que de manhã estava um clima realmente quente, por ser um dia de verão. Agora é exatamente 1:00 hora da manhã, e estou aqui pensando. Costumo fazer muito isso nesse horário, não sei se é por causa da quietude da noite, ou porque já virou um costume mesmo.
E nessa noite, como já não fazia muito tempo, me lembrei de você. Percebi que tenho feito isso cada vez menos. Não posso dizer que te esqueci, até porque se dissesse estaria mentindo, e porque tem coisas que nunca vamos esquecer. Mas o tempo se encarregou de me trazer essas lembranças com menos frequência, ou raramente. Agora eu entendo que o tempo se encarrega de curar as feridas, mas as cicatrizes sempre ficam, para te lembrarem que você já tropeçou um dia. 
Sinceramente não sei se fico feliz por isso, porque não foram apenas momentos ruins. Até porque, acredito que quando se está vivendo, não é tudo um mar de rosas. Eu só digo que fico aliviada, estou me sentindo bem, já me sentia antes, porém agora sem algum peso ou nó na garganta. Com aquela lágrima que sempre está esperando para cair no canto dos olhos, e que hoje já se ausentou.
Ao invés de chorar, estou com um sorriso, pequeno, mas feliz. E não nego que você me fez aprender alguma coisa no final de tudo, e é isso que vou levar comigo. Agora vou me lembrar de você, sem angústia, apenas como uma pessoa que fez parte do meu presente, e virou apenas passado. 
A música que me faz lembrar de você ainda está no celular, e se ela tocar, automaticamente você virá na minha cabeça e posso cantá-la sem medo, sem dor, sem angustia. Mas não posso apagá-la, porque ela é a marca de um primeiro amor de uma garota de 16 anos. 
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