As vezes sinto que meu coração é como uma pedra, mas não se referindo que ele não tenha sentimentos, e sim porque ele é muito duro, não quebra facilmente, as vezes sai algumas lascas, e só. Com meus sentimentos dentro, bem no centro, intocáveis. 
Acho que é por isso que não penso tanto em problemas como deveria, parece que como estão escondidos, eles não transbordam como uma pia que esta cheia de água. Não sei a razão disso, e prefiro não saber também, isso faz parte de mim, de quem eu sou e de como processo os momentos da minha vida. 
Mas, quando escuto música, sendo ela agitada ou não, isso faz com que eu perceba que esta pedra não é tão dura assim, e tudo vem à tona. E então é nessas horas que penso em tudo, resumindo, penso na vida. 
Porém as músicas que mais me tocam são as com piano. Parece que a cada tecla, dá aquela batida no peito, forçando aquela lágrima guardada a muito tempo, rolar pelas bochechas e cair na blusa.
Então tudo que esta ao meu redor se transforma em um filme, onde eu assisto tudo que já vivi nesses 18 anos. Posso ver tudo com detalhes, e apertar o replay quando quero. Mas há vezes que gosto de congelar a imagem, e pelo menos tentar sentir a energia daquele dia que não me pertence mais. Algumas vezes dói, outras vezes faz eu me sentir mais forte. 
Mesmo vendo esse filme repetido, em algumas partes não consigo saber exatamente em qual minuto deixei de me importar com certas coisas e porquê. 
É bom relembrar de tudo, sendo triste ou não, me sinto bem, nesse meu pequeno mundo surreal. Mas não posso ficar vivendo nele por tanto tempo e esquecer de voltar para a realidade. Porém não quer dizer que não posso voltar nele outro dia. 
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