Parece que tudo já não faz sentido, o dia a dia, o acordar de cada manhã. Que não faço mais parte desse mundo, já que não engulo certas coisas, não aceito qualquer ação, e principalmente parece que sou a única que pensa dessa forma. 
Dentre toda essa vertigem, gosto de ficar no meu mundo, a fronteira que construí, entre eu e todo o resto. Escuto minha música, deito na cama, e penso na vida, nas pessoas que já estiveram ao meu lado, mas de repente evaporaram. Sofro, mas sofro em silêncio, porque parece o jeito mais fácil da dor passar, a dor que agarra no peito, e insiste em ficar, que não sai com uma simples ducha, ou uma soneca.  
Mas a dor tem seu lado bom, ninguém pode vê-la tão fácil, ela pode ficar tempos escondida, e com um simples sorriso camuflada.
Gosto destes momentos sozinha, apenas eu e minha cadela Pink, que entre tantas pessoas, é a única que entende tudo que sinto. Sem falar e dar conselhos, apenas um simples olhar, e com isso dizer que tudo vai passar. 
A que possuí o dom de me deixar à vontade, sem questionar, apenas fica do meu lado, e dorme no meu colo, e é um sono tão tranquilo, que quando olho automaticamente abro um sorriso sem esforço.
Ultimamente ficar sozinha tomou conta da minha rotina, e se eu pudesse escolher, não sairia nunca de dentro do meu quarto, e dos meus pensamentos. 
Quando saio na rua, sinto uma emoção tão grande, já que ninguém sabe o que você carrega consigo, independente do que for, e estou livre para ser quem sou realmente. E o  vento que sopra nos cabelos, deixando todos bagunçados, sendo impossível não levar a mão à cabeça e arrumar, parece levar um pouco de tudo isso. 
Mas o portão é o vilão, que ao passar por ele, já sinto o toque de realidade. Que tenho que entrar na vertigem novamente, e girar junto com ela. A única parte boa disso, é a Pink vindo toda feliz ao meu encontro, toda feliz por eu estar de volta, e ultimamente, isso parece ser a coisa que mais me faz ter aquela vontade de voltar para casa.
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